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Portugueses mais racionais em relação ao automóvel

Em 2007 o Observador Cetelem analisou a relação dos Portugueses com o automóvel e concluiu que os Portugueses na hora de adquirirem um automóvel tinham em conta determinados factores emocionais como o prazer de conduzir ou a estética. No entanto, passados três anos e em consequência do aumento dos custos automóveis, a utilização do carro passou a ser para a maioria dos Portugueses uma decisão mais racional do que emocional. Trata-se de uma nova forma de lidar com uma nova realidade económica.

Se, em tempos, o automóvel era encarado como um objecto de prazer, hoje é apreendido como um constrangimento, cujo custo pesa no orçamento total das famílias. Apesar da tendência europeia apontar a redução da mobilidade automóvel a curta distância, o carro continua a ser o modo de deslocação predominante, ainda que, por vezes, as redes de transportes públicos não sejam as ideais.

Com efeito, Paris e Londres dispõem de uma rede de transportes públicos densa, que permite responder às necessidades de mobilidade dos seus habitantes. Não é indispensável ter um carro nestas cidades e como tal a utilização veiculo próprio acaba por ser uma “escolha de prazer” ou um conforto ao qual não se quer renunciar. Por outro lado, para alguns europeus, o automóvel é um bem indispensável uma vez que são muitas as cidades que ainda não beneficiam de uma oferta alternativa satisfatória de transportes públicos.

Na hora de renunciar ao automóvel, além da questão dos custos associados à sua utilização, existem ainda aspectos emocionais. Tomando como exemplo Portugal, que regista os índices de preços de utilização do automóvel (+6%) e de combustíveis (+6,4%) mais elevados dos países em análise, constatamos que a utilização do automóvel é um esforço absolutamente indispensável e não uma escolha em função do prazer da comodidade. Portugal é, assim, um dos países que encara o automóvel como um constrangimento e não como um prazer, o qual é apenas partilhado por 13% dos inquiridos, percentagem que se encontra abaixo da média de todos os países europeus (21%).

Avaliando a actual conjuntura económica poder-se-á dizer que os custos associados à utilização e manutenção do automóvel acabam por influenciar a forma como os europeus encaram a relação que possuem com o automóvel.

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Crédito Carta Condução

carta de condução

Certamente que sonha conduzir o seu primeiro carro para poder ir onde quiser, quando quiser e sentir-se independente. Mas para isso acontecer, primeiro há que ter carta de condução.

Nos dias que correm, com os custos inerentes à carta de condução, nem toda a gente poderá ter os recursos financeiros para despender tal quantia de forma fácil.

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A Flexibom é uma marca do Banco Credibom, iniciou a actividade em 1995 e desenvolve a sua actividade no âmbito do crédito directo, oferecendo diversas soluções de financiamento. saiba mais em
Crédito Carta de Condução Flexibom, sem despesas de dossier.


 Crédito Carta Condução

automóveis low-cost

Será o low-cost uma oportunidade para o sector automóvel? Esta é a questão central do estudo do Observador Cetelem dedicado ao Automóvel, que analisa o comportamento dos consumidores europeus e a adopção da “low-cost attitude”, como forma de fazer face aos gastos, sem abdicar da comodidade de possuir um veículo próprio.

Baseando-se no estudo da actual conjuntura económica, da oscilação dos preços dos automóveis e num amplo inquérito realizado junto das famílias de seis grandes países europeus, o Observador Cetelem procura, nesta edição de 2010, antecipar as tendências de consumo para os novos modelos de automóveis low-cost.

Nos últimos anos o sector automóvel tem sido um dos mercados mais afectados com a instabilidade económica e financeira que se tem feito sentir, alterando hábitos de consumo, levando os consumidores a ponderarem as suas escolhas e a realizarem arbitragens apertadas das suas despesas.

No entanto, desde o início do Verão de 2009, o apoio das medidas públicas de incitação à compra conseguiu limitar os prejuízos das vendas de automóveis, fortemente abaladas pela crise económica.

Porém, o regresso a um caminho de expansão claro e desimpedido parece ser muito pouco provável tanto a nível macroeconómico como nos mercados automóveis, onde a retoma se mantém artificial e baseada numa temporária ajuda pública.

O choque de 2008-2009 revelou a fragilidade de um sector onde as arbitragens dos compradores são conhecidas por evoluírem rapidamente. É provável também o choque petrolífero (o preço do barril do petróleo atingiu os 147 dólares em 2008) tenham acelerado inflexões e rupturas de longa data nas tendências de despesas de compra e de utilização do automóvel.

Face à diminuição do poder de compra, aumento dos preços dos automóveis e do custo da sua utilização e recuo do lugar ocupado pelo carro nas prioridades de compra, como irão os consumidor orientar as suas opções de compra no que diz respeito ao automóvel?
Estarão os consumidores portugueses, dispostos a renunciar ao estatuto social para baixar o preço de compra do seu automóvel? Como encaram a utilização de soluções de manutenção/reparação low-cost para baixar as suas despesas de utilização? O automóvel e o seu lugar estatutário e emotivo poderá impedir a adopção da «low-cost attitude»? Quais são os obstáculos ao desenvolvimento do low-cost que podem existir, em termos de segurança, conforto, fiabilidade, reflexo da sua personalidade ou até de respeito pelo ambiente?

Estas são algumas das questões que o Observador Cetelem procura responder nesta edição de 2010, que é hoje divulgada.

O Grupo BNP Paribas Personal Finance acompanha há mais de 50 anos o desenvolvimento do consumo e das cadeias da distribuição no mundo. Em 1989, lançou, em França, uma publicação anula – o Observador Cetelem – cujos estudos sobre o consumo, a distribuição e o crédito, são fontes de informação e de reflexão ao dispor de todos os actores do mercado. A primeira edição portuguesa foi divulgada em 2000. O Observador Cetelem está presente em vários países: Alemanha, Brasil, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Itália, Portugal e República Checa.

As análises económicas e técnicas, bem como as previsões, foram realizadas em colaboração com o instituto de estudos e de consultoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos aos consumidores foram realizados no decurso do terceiro trimestre de 2009, em colaboração com a sociedade Research International na Alemanha, França, Espanha, Itália, Portugal e Reino Unido. No total, foram inquiridos 3600 indivíduos (amostra representativa das populações nacionais).

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