Em tempos de crise, a melhor coisa a fazer é poupar em todas as áreas que se possa. Qualquer boa forma de meter uns trocos ao bolso é bem-vinda, especialmente se o conseguirmos fazer eliminando custos que podem facilmente ser evitados. É neste conjunto de “aquilo que se pode poupar”, que entra o conceito de carsharing, uma nova forma de ter um veículo, não como proprietário, mas para usar quando se precisa dele.

Antes de partir para uma explicação mais concreta, é importante referir que carsharing é diferente de car sharing. Enquanto que o primeiro, aquele que aqui tratamos, é de ordem mais vinculadamente comercial, o segundo diz respeito a uma modalidade diferente, de partilha de carro entre pessoas com a mesma rota de destino, normalmente também referido como carpooling, alternando o veículo a utilizar nas sucessivas viagens, pelo automóvel de cada um dos passageiros. Esclarecida esta distinção, avançamos para o método que expomos neste texto, o carsharing, que muito simplesmente consiste em alugar um automóvel, por períodos de tempo curtos.

A mais recente modalidade de aluguer de carros é bem mais vantajosa do que o método tradicional. Desde logo porque é mais flexível no que diz respeito ao tempo de utilização, além de outras mais-valias que lhe estão associadas, com todos os descontos a que se tem direito, entre os quais a questão do seguro, o principal responsável pelo encarecimento do valor dos alugueres. O carsharing destina-se a todas as pessoas que estejam receptivas a uma forma inovadora e consciente de encarar mobilidade urbana.

O carsharing não só é bom para curtos períodos de utilização, como pode ser visto como uma forma de conduzir um veículo diferente daquele que tem diariamente em mãos. Não se refere a mostrar o carro alugado como uma forma de transparecer um status social, mas de evitar “massacrar” um automóvel em determinados percursos, quando alugar um veículo em carsharing lhe fica mais em conta, sem que coloque em “risco” o seu próprio automóvel. Porém, a partilha de carros nesta modalidade de carsharing não é só comercial. Neste caso, dificilmente lhe ficará menos dispendioso alugar um veículo do que utilizar o seu, mesmo com todo o desgaste que possa vir a ter. O facto de lhe ficar “mais em conta” é referente ao método original deste conceito de carsharing, que designava inicialmente um carro partilhado por vários utilizadores, de forma cordial, na fé da palavra, sem recurso a contratos assinados ou quaisquer outros tipos de formalidades. No fundo, várias pessoas eram donas do mesmo carro, dispondo dele mediante acordo mútuo, sem prejuízo para os demais proprietários.

Vantagens do Carsharing:
• Mobilidade sustentável
• Qualidade de vida
• Descongestionamento na cidade
• Redução de despesas
• Alternativa ao transporte privado
• Complementaridade com o Transporte público

A primeira referência a carsharing remonta a 1948, altura em que uma corporação de Zurique, na Suíça, começava a utilizar os veículos na referida óptica inicial do carsharing. Poucos anos depois, organismos públicos e grandes empresas privadas já tinha aderido a esta vantajosa forma de utilização “responsável” dos recursos automóvel. Mais tarde, em 1968, o conceito expandiu-se às bicicletas, tendo-se finalmente massificado no início dos anos 90. Actualmente, mais de 600 cidades por todo o mundo têm cidadãos que praticam o carsharing, tanto a nível comercial, como seguindo as orientações do conceito original.

 

Tags: ,