Incentivos para abate de veículos renovado

O Governo português anunciou que pretende renovar o decreto-lei referente ao incentivo ao abate de veículos em fim de vida, porém novas condições serão adjudicadas ao decreto.

O anúncio, foi feito pelo Governo português e surge dias antes do término prazo vigente no decreto-lei relativo ao abate de veículos, referente a 2009, que expirava a 31 de Dezembro deste ano.

Segundo o Ministério das Finanças, «É intenção do Governo, no contexto do Orçamento do Estado, renovar para o ano de 2010 o regime-regra de incentivo ao abate para a compra de veículos com emissões que não ultrapassem agora os 130g/km».

No entanto, em 2010, serão menos os veículos que poderão aceder ao incentivo e o montante de benefício fiscal máximo será, igualmente, reduzido.

Já na passada semana a Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) tinha alertado que o fim do incentivo fiscal ao abate de veículos em fim de vida, no final deste ano, seria um “desastre total” para o sector. O incentivo fiscal ao abate de veículos em fim de vida já permitiu que milhares de viaturas extremamente poluidoras deixassem de circular, sendo substituídas por automóveis mais seguros e limpos ambientalmente.

Crédito automóvel diminui no 1º Semestre

O crédito automóvel e para o consumo na Europa diminuiu 17,5% no primeiro semestre deste ano face ao período homólogo, atingindo 128 mil milhões de euros, revelam dados da Federação Europeia de Instituições de Crédito Especializado (EUROFINAS).

Entre Janeiro e Junho últimos registaram-se em carteira 451 mil milhões de euros para consumo e compra de automóvel, sendo mais de metade (274 mil milhões de euros) destinado ao consumo, acrescenta a federação em comunicado divulgado hoje.

Em número de contratos os dados indicam 14 milhões de novos contratos de consumo no período, menos 12% que no primeiro semestre de 2008, e 3,3 milhões de novos contratos para a compra de automóvel, menos 7%.

Mais de metade (52%) do total de crédito concedido pelos membros da foi para consumo, tendo o financiamento automóvel absorvido 29% do total de crédito concedido no primeiro semestre do ano.

O crédito industrial (concedido a empresas e corporações para financiar bens industriais, excepto aquisição de automóveis) atingiu os 11 milhões de euros no período em análise, representando uma quebra de 25% face ao período homólogo anterior.

O crédito garantido por hipoteca no primeiro semestre foi da ordem dos 18 milhões de euros, 27% menos que no mesmo período de 2008.

Recurso ao crédito automóvel desce

No primeiro semestre deste ano, o recurso ao crédito caiu 24%, em comparação com igual período do ano anterior. Para esta quebra contribuíram, essencialmente, as descidas na procura de crédito para aquisição de automóveis, consumo e artigos para o lar, segundo os resultados divulgados pela Associação de Instituições de Crédito Especializado.

A maior quebra registou-se no crédito atribuído a particulares, o chamado “crédito ao consumo”, que desceu 27 por cento, para cerca de 970,6 milhões de euros.

Os montantes atribuídos nos contratos para aquisição de automóveis (que representam 75,4 por cento dos pedidos) caíram 19,9 por cento.

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