Crédito para carros usados
Mar 27, 2010 informação
O estado da carteira dos portugueses está a deixar poucas hipóteses de manobra, seja em que área for. Há que fazer bem as contas, pesar se é mesmo necessário avançar para cada uma das despesas que se realizam e, sobretudo, tem de ser eliminado tudo aquilo que é mais supérfluo. Por isso, aquela média que dava conta que cada português trocava de carro a cada dois anos, há muito que deixou de o ser. A nova moda em Portugal é continuar a trocar de carro, mas não de velho para novo, e sim de usado para usado.
A alternativa encontrada pelos portugueses para não permanecerem muito tempo com o mesmo veículo é substancialmente mais barata. Ao invés de pagar por um carro novo, que seria substituído 24 meses depois, os condutores portugueses passaram a realizar trocas quase directas, ou seja, de usado por usado. O resultado é uma diminuição de até 30 por cento no preço do automóvel, uma vez que esse é o decréscimo médio registado no valor de um carro usado no circuito comercial real (sem comissões dos concessionários) após dois anos de rodagem. Embora a poupança possa ser significativa, há sempre que ter em conta a verba a mais que o stand lhe colocará, que representa a sua comissão. Feitas as contas, um veículo com 24 meses, dependendo da utilização que teve, poderá ficar-lhe por cerca de 60/70 por cento do preço de revenda desse automóvel “novinho em folha”. Assim sendo, é clara a mais-valia económica de escolher um veículo usado em detrimento de um novo. Mas há mais a considerar.
Apesar de substancialmente mais acessível o preço de um usado, se tiver de recorrer ao crédito para o adquirir, o melhor é pensar bem nessa hipótese. Isto porque o crédito para veículos usados é bastante penalizador quando comparado com o financiamento dos carros novos. Uma das grandes desvantagens é a (quase) impossibilidade de pedir a antecipação final do crédito, uma vez que, caso se pretenda encurtar o tempo de contrato, a maioria das entidades obriga ao pagamento do valor em falta e uma agravante de até 10 por cento, referente à taxa de penalização.
Se pretender efectivamente solicitar crédito para comprar um carro usado, tenha em atenção que ao valor a pagar e aos juros, terá de adicionar os custos de inspecção, reparações, seguros e impostos. Se, ainda assim, a quantia a liquidar pelo carro for compensatória, tenha uma última cautela: faça um crédito inferior a 60 meses, pois se ultrapassar este período, irá pagar uma importância de juros “exorbitante”. Evite estes custos na sua factura, uma vez que os pode facilmente eliminar, a não ser que o seu orçamento seja muito curto.
Tags: Aluguer carros, crédito, usados
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