A escassez de crédito tem estado na ordem do dia, sendo até uma das principais razões apontadas para uma quebra das vendas de automóveis tão elevada. Muitos pedidos de financiamento automóvel são rejeitados pelas instituições de crédito.

As estatísticas do Banco de Portugal mostram claramente que a torneira do crédito ao consumo foi fortemente reduzida. O crédito automóvel inclui-se neste tipo de rubrica, que, em apenas 3 meses (Abril a Junho) caiu 554 milhões de Euros.

Aliado a estes problemas, há a acrescentar que os preços dos automóveis em Portugal são os mais elevados da Europa. Agravamentos fiscais constantes e impostos já bastante elevados contribuem para preços elevados que afastam os potenciais compradores. Em muitos casos, o valor de impostos representa mais de 50% do preço do automóvel.

Este valor deve-se ao facto de ser acumulado ao preço base de um automóvel, para além do Imposto de Valor Acrescentado (IVA), o Imposto Sobre Veículos (ISV), um imposto único sobre a matriculação de um veículo em Portugal, aplicável a carros novos, e a automóveis importados novos, ou usados.

Verifica-se também que o ISV é o imposto que mais quebra teve em Portugal. Esta tributação, directamente relacionadas com a aquisição de automóveis, regista uma variação negativa de 45,1% ao fim dos 7 primeiros meses do ano. Isto deve-se à quebra de venda de veículos.

 

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