Portugueses mais racionais em relação ao automóvel
Mar 5, 2010 informação
Em 2007 o Observador Cetelem analisou a relação dos Portugueses com o automóvel e concluiu que os Portugueses na hora de adquirirem um automóvel tinham em conta determinados factores emocionais como o prazer de conduzir ou a estética. No entanto, passados três anos e em consequência do aumento dos custos automóveis, a utilização do carro passou a ser para a maioria dos Portugueses uma decisão mais racional do que emocional. Trata-se de uma nova forma de lidar com uma nova realidade económica.
Se, em tempos, o automóvel era encarado como um objecto de prazer, hoje é apreendido como um constrangimento, cujo custo pesa no orçamento total das famílias. Apesar da tendência europeia apontar a redução da mobilidade automóvel a curta distância, o carro continua a ser o modo de deslocação predominante, ainda que, por vezes, as redes de transportes públicos não sejam as ideais.
Com efeito, Paris e Londres dispõem de uma rede de transportes públicos densa, que permite responder às necessidades de mobilidade dos seus habitantes. Não é indispensável ter um carro nestas cidades e como tal a utilização veiculo próprio acaba por ser uma “escolha de prazer” ou um conforto ao qual não se quer renunciar. Por outro lado, para alguns europeus, o automóvel é um bem indispensável uma vez que são muitas as cidades que ainda não beneficiam de uma oferta alternativa satisfatória de transportes públicos.
Na hora de renunciar ao automóvel, além da questão dos custos associados à sua utilização, existem ainda aspectos emocionais. Tomando como exemplo Portugal, que regista os índices de preços de utilização do automóvel (+6%) e de combustíveis (+6,4%) mais elevados dos países em análise, constatamos que a utilização do automóvel é um esforço absolutamente indispensável e não uma escolha em função do prazer da comodidade. Portugal é, assim, um dos países que encara o automóvel como um constrangimento e não como um prazer, o qual é apenas partilhado por 13% dos inquiridos, percentagem que se encontra abaixo da média de todos os países europeus (21%).
Avaliando a actual conjuntura económica poder-se-á dizer que os custos associados à utilização e manutenção do automóvel acabam por influenciar a forma como os europeus encaram a relação que possuem com o automóvel.
Tags: carro
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