Poupar no crédito automóvel
Abr 27, 2010 informação
O carro já não é um luxo, é uma necessidade. Na maioria dos casos não há como contornar o indispensável que este veículo se tornou para o nosso quotidiano (e que o diga quem tem de usar os transportes públicos…). Contudo, há que realizar alguns esforços para o adquirir, nomeadamente recorrer ao crédito automóvel. Aqui, e sendo a oferta de mercado tão grande, o cliente pode (e deve) ficar a ganhar, cabendo-lhe a ele realizar os possíveis para que isso aconteça, ou seja, avaliando as inúmeras hipóteses que há e optando por aquela que mais serve os seus propósitos e a sua carteira, claro está. Nesse sentido, deixamos as soluções mais correntes pelas quais se pode enveredar em Portugal.
Leasing. É cobrada uma mensalidade, previamente acordada, que permite ao cliente usufruir do carro novo durante um determinado período. No final desse tempo, é-lhe dada a opção de comprar o veículo, pagando o valor comercial do carro, com as prestações liquidadas já descontadas no preço. Esta alternativa permite as mensalidades mais baixas do mercado (porque pagará uma percentagem do valor no final do contrato) e benefícios fiscais: recuperação do IVA (se for veículo comercial), isenção de imposto de selo sobre os juros e empréstimo. Só há uma desvantagem, o carro nunca é seu até pagar a última prestação (o valor residual, aquele que é liquidado no final do contrato).
ALD. No caso do Aluguer de Longa Duração, existe um pagamento de mensalidades fixas durante o período definido, que pode ir dos 12 aos 60 meses, sem que haja lugar à variação nas taxas de juro. Além disso, à partida, pode ser liquidado até 60 por cento do valor do carro. É ainda possível ceder o contrato a outra pessoa, sem que por isso seja prejudicado.
Renting. Esta alternativa impede que se venha (provavelmente) a ser proprietário do veículo, mas também significa que não de pagam seguros, revisões, mudanças de óleo, pneus e todas as outras despesas inerentes à posse de um carro. Além disso, há planos de renting que facilitam ainda opções de carro de substituição, gestão de combustível, administração de multas e muito mais. Tudo isto por apenas uma prestação mensal.
Crédito Automóvel. É a opção mais usada em Portugal, muito graças ao seu carácter flexível, já que pode aplicar-se na compra de carros usados e novos. Os juros variam consoante os anos do veículo, sendo tanto mais baixa quanto mais recente for o veículo. Se pretender realizar amortizações, pode fazê-lo ao longo do contrato, diminuindo assim os juros a pagar, ao contrário do que acontece com o leasing ou o renting.
Crédito Pessoal. A grande vantagem deste financiamento é que pode utilizado para mais do que uma coisa, e não somente para a compra de carro. No entanto, se necessitar somente do crédito para adquirir um veículo, esta não é a alternativa correcta, pois não acarreta algumas das vantagens que são características dos produtos financeiros directamente ligados a esse fim. O acesso a este crédito é mais fácil e tem taxas de juro mais atractivas, mas há que ter cuidado com os plafond e amortizações (há entidades que não permitem este último).
Além destas dicas, e para minimizar ainda mais os efeitos de um crédito automóvel, realize o máximo possível de simulações, fale com bancos e entidades de concessão de crédito, negoceie, regateie, dê exemplos de propostas e peça contra-propostas. Leve as taxas de juro ao mínimo e dê o máximo de dinheiro de entrada. Siga estes conselhos e vai ver que fica muito mais fácil encarar o crédito automóvel com optimismo.
Tags: ALD, Crédito Automóvel, Crédito Pessoal, Leasing
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